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segunda-feira, 18 de maio de 2009

Nós enviamos.

Depoimentos que demonstram uma ligação que apenas nós entendemos:


A primeira de nós que descobre músicas fodas, mostra para a outra: ploriferação de bom gosto.
A que assistir vídeos engraçados passa pra outra: rir é o melhor remédio.
Podemos ter certeza de que pelo menos nós duas lemos nossos textos bloguísticos: uma questão de bom gosto.
A que tiver mais novidades, puxa papo: quase nunca sou eu =/
Quando uma precisa desabafar, a outra está sempre a postos: companheirismo.
A primeira de nós duas que ficar rica-milionária adota a outra: trato.
Sem querer, querendo uma já faz parte do dia a dia da outra: amizade.

Nah, valeu por tudo, cumadi. ;)

Camila Rufine.
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Entre cliques avulsos, tédio rotineiros de madrugada, cheguei a um profile, li o perfil, vi um link de um blog e pensei: - Por que não? - O acaso me levou a um texto maravilhoso que coincidia com situações semelhantes que vivia. Coloquei o link em favoritos e comecei a ler todos os textos, cada um trazia um retalho de emoções que mexiam comigo, que faziam sentido com alguns pensamentos avulsos e criei coragem para comentar e mandar um recado no orkut e imaginei: - Lá vai a "tiete". Surpreendentemente ela respondeu e a conversa fluiu. Após alguns dias de conversas longas, criei coragem para mostrar um de meus textos e ela incentivou-me a construir meu blog.
A amizade veio galgando espaço entre a distância e criando um elo forte de cumplicidade, companheirismo e segredos. Entre milhares de coisas que não compreendo, só percebo que o destino me trouxe até aqui e conheci uma pessoa incrível e formidável, que a cada dia acrescenta conceitos, virtudes, valores que havia perdido a esperança de encontrá-los em alguém que pudesse chamar de amiga.

Obrigada por fazer parte da minha vida e por me ensinar lições que são inesquecíveis.
"Cumadi" nossas divagações tornaram-se um vício que aguardo ansiosamente.

Nájyla.

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domingo, 12 de abril de 2009

Pré-despedida.


Quando soubemos da notícia da sua chegada, minha mãe desesperou-se, eu fui levemente indiferente, achava meio bizarro, minha irmã chorava e meu pai estava calmo. Após um tempo ela chegou, expectativa a mil, será que eu gostaria dela? ela gostaria de mim? ela seria feia? loira? morena? com pintinhas roxas? Ela chegou e fui vê-la, estava dormindo, toda embrulhadinha em uma manta laranja, vestida com um macacão vermelho que tinha uma gola xadrez com branco. Ela era tão linda, talvez muito mais do que eu havia imaginado. Eu a peguei no colo e senti os seus 2 quilos e 900 gramas, seus 50 cm e sua respiração suave. Suas bochechas gordas e rosadas, um cabelinho ralo e liso, que futuramente virariam cachos. Ali estava a Lis, minha sobrinha. Após três anos e algumas semanas, ela vai embora, morar com a mãe na cidade vizinha. Ela deixou de ser apenas o bebê, a sobrinha, ela é minha amiga, minha confidente, minha companheira de bagunça, minha inimiga mortal, minha Lelé (Cinderela), meus sorrisos e minha vida. Passei o dia com a cara fechada, não querendo admitir o quanto me dói vê-la ir. Sentirei falta de todos os momentos, até quando ela roubava minhas maquiagens e passava na parede do meu quarto., quando pegava meus vestidos escondida, vestia o salto, a bolsa e desfilava em frente ao espelho, até mesmo do último aniversário que não me deixou chegar perto do bolo, porquê disse que iria soprar as velas antes dela. Eu espero ser sempre a Titi, a tiá, o pinci, a tia naj. Meu bebê que agora é muito mais do que muita gente grande. Recordo-me da primeira palavra que foi Titi, para desgosto da minha irmã. Recordo-me dos primeiros passos, daqueles dois dentes que nasceram primeiro que todos e ficaram marcados por semanas no meu nariz, das vezes em que eu estava de péssimo humor e que me trancava no quarto por horas e você vinha com todo o seu brilho nos olhos e batia na porta e dizia: " – Tiááááh, abriu Lis ". E eu abria a porta com a pior cara do mundo, você gargalhava e abraçava as minhas pernas. Recordo-me que você invadiu o meu quarto várias vezes que eu estava chorando, pegou na minha mão e disse: " – Vem Tiááááh, não choise " – ( vem tia, não chora ), ou quando apenas me beijava na testa e ficava abraçada comigo. Ah, meu bebê, eu gostaria de ter todo o poder e magia que você me deu e fugir para uma terra bem distante onde haveria apenas riso, cores vivas e bastante doce. Agora eu tenho que ser adulta e dizer até breve para a pessoa que mais me faz feliz no mundo, apenas 5 dias para me acostumar com isso, mas, eu estarei lá sorrindo mesmo que por dentro esteja quebrada. Amo você.

Tiáááh.
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