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sexta-feira, 29 de maio de 2009

Considerações.

Venho dormindo um sono sem sonhos, as vezes alguns pesadelos, muitas baratas, bodes, rituais, indiferença, submissão, medo, pânico. Pânico... Acredito que seja a melhor palavra para definir o estado que entro entre os estados de apatia latente, ódio e vulnerabilidade, além da maravilhosa TPM que veio me visitar esta semana, para que eu me sinta mais frágil, insegura e emotiva. Sinto-me presa em grilhões de conformidade.
Deixei de ser verbo para ser substantivo, deixei de ter ação.
Quanto tempo isso durará?!
Preciso do meu analista novamente.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Conformada.

Este é o pior sentimento que eu poderia sentir, conformação. Estou tão exausta, tão farta e perto de uma estafa que me conformo com as situações, com as pessoas, com os erros... Até por isso postei o texto do Arnaldo Jabour. Eu compreendo que remexer, revirar-me e passar as noites em claros não me trarão respostas e nem alento, apenas os fatos por si são explicativos, eu que não quero aceitar. Todo mundo tem defeitos, virtudes, erros, acertos. Basta aceitar ou não. A vida segue seu curso normalmente apesar das quedas e só eu posso continuar caminhando.

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sexta-feira, 8 de maio de 2009

Maquiagem.

Ela ainda chora sozinha em silêncio no escuro, para que ninguém perceba sua dor, perde o controle por coisas que só ela acha importe, perde a vontade, o desejo, o sorriso, a alegria... Esconde-se para não mostrar seus medos, guarda milhões de palavras, tranca tantas coisas que as vezes sufoca-se...
Nega qualquer pergunta sobre alguns assuntos críticos, mas, sabe que no fundo algumas pessoas percebem a fragilidade do tema ou que algumas vezes distancia-se furtivamente pela sombra e lança longe fluídos estomacáis (que muitas vezes nem existem) de tantos acúmulos. Lava a face, sorri e parte dela perde-se, encontra-se, mas, na maioria das vezes ludibria-se.
Assim seguem os dias, as horas, os minutos incontáveis até o controle, falso controle ou até mesmo na fuga da auto-piedade que algumas vezes visita-a.
Ela lê demasiadamente para fugir de sua história e viver por alguns momentos a de outros, para encontrar a liberdade de ser tudo aquilo que não é. Acredita que no final de cada capítulo esteja as respostas para suas inquietações e todo poente ainda espera pelo príncipe encantado.
Confabulando com as fábulas ela prossegue seu caminho, devaneando novas vidas a procura da verdade. A própria verdade.

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