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sexta-feira, 1 de junho de 2018

Equilibrista .

O frescor da sua existência tocou meus poros, orvalhando as pétalas de minha rotina.
O desejo contido por paredes que quase toco, recuo.
Analogias estratégicas deleitam-se em jogos linguísticos, protegendo a imagem e o que há de seguro.
O perigo a espreita, todos os danos e conquistas em um suspiro, como uma equilibrista apoiando-se em seus instintos.
Mais um passo adiante e a corda balança, expira e hesita, retroceder é desequilibrar ou não, então rodopeia, lança-se ao ar e abre as mãos, embebedando-se deste caleidoscópio emocional e pousa com as pontas dos pés, na linha que a sustenta e como uma criança atrevida, saltita silenciosamente para não ser vista. 
Sorri e assusta-se.
Segue em sua trajetória, focada em seu eterno [des]equilíbrio. Respira e segura com suavidade sua vara, retorna a  caminhada ecoada por novas emoções. 
O que seus olhos deslumbraram não poderiam ser um farol a libertá-la das águas escuras e calmas que veleja suavemente como em um Ballet, apenas um Grand Pliè, um gracioso tom para embalar a valsa da vida.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Vento .







No final dos ventos há sempre um suspiro, um estalado beijo jogado para fora do carro, um sorriso torto, frações de lembranças, piscar de olhos, bicos, assovios, palmas, gritos, lágrimas, desejos...
O vento percorre todos e carrega consigo um fragmento de cada, quando o encontramos ou quando ele nos encontra, rodopia, abraça, envolve e solta-se, as vezes acaricia, as vezes bate, ausenta-se para depois voltar com força...
Ah! Este vento é um menino levado, um rapaz apaixonado, um homem moderado e um idoso sábio.
O idoso que abraçou-me quando fraquejei, trouxe uma pétala para que lembrasse-me que haviam cores quando estava tudo escuro, apagou a vela quando dormia exausta em um sofá lendo cartas...
O homem que calou minhas canções, secou meu rosto, empoeirou o retrato, apagou o riso, cessou o grito...
Aquele rapaz que trazia-me o seu perfume numa ponte, os seus olhos num campo e o seu amor em uma flor...
Pequeno menino travesso que surpreendia-me com rajadas que estremeciam, provocava carregando meus papéis e brincando com os meus cabelos...
Vento, és o meu único amigo, companheiro, traga-me todas as manhãs o homem, as tardes o menino, as noites o rapaz e durantes as madrugadas, venha como este senhor que acalenta e fortifica.
Quando lhe encontrar darei a melhor essência que houver e leve-a você sabe para quem.
Quando encontrar-me abrace, faça-me rir e deixe um resquício do amor que com o vento se foi.


sexta-feira, 1 de julho de 2011

Deleite...

De todos os amores, você despertou os meus sonhos mais doces, meus desejos mais quentes e meus sorrisos mais sinceros...

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Analogia à traição.

O namorado é o herói de toda princesa que virou mulher e quando ele a trai, não são apenas o castelo, as bandeiras, músicas e fadas que desmoronam, todo o resto deixa de existir.

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